Mel: benefícios para a saúde e como consumir

Mel e seus benefícios para a saúde.
Mel e seus benefícios para a saúde.

O mel é um alimento líquido e açucarado produzido pelas abelhas a partir do néctar das flores. Ele é constituído por cerca de 75% de hidratos de carbono, os chamados açúcares simples (glicose e frutose) e por cerca de 20% de água.

Além de conter minerais como: cálcio, cobre, ferro, magnésio, fósforo, potássio e vitamina C, o mel possui ainda um teor considerável de antioxidantes flavonóides e fenólicos que ajudam a reduzir a taxa de colesterol LDL que pode causar problemas cardíacos e ajuda a combater os efeitos dos radicais livres no organismo, responsáveis por promover o envelhecimento da pele.

O mel possui propriedades benéficas à saúde, inclusive ele pode ser um aliado na dieta, como substituto do açúcar, por conter média taxa glicêmica. Outro mineral importante do alimento é o potássio, que contribui para o equilíbrio da pressão arterial.

Alguns estudos mostraram que a aplicação de apósitos com mel em feridas agudas e crônicas, apresentaram bons resultados no tratamento de abcessos, queimaduras, enxertos, feridas infectadas, feridas cirúrgicas, úlceras de perna, de pressão e de pé diabético.

O alimento também é um protetor de doenças gastrointestinais, possui ação prebiótica, além de ser uma boa fonte de energia. No entanto, vale atentar-se à composição do mel que varia de acordo com a fonte floral em que ele é produzido.

 

Benefícios do mel

  • Ajuda a controlar a glicose;
  • Auxilia na perda de peso;
  • Melhora a flora intestinal;
  • Fornece energia;
  • Aumenta a imunidade;
  • Possui efeito cicatrizante;
  • Auxilia no tratamento da herpes;
  • Evita a perda de memória;
  • Alivia gripes e resfriados;
  • Trata a acne;
  • Ajuda a cicatrizar feridas;
  • Reduz o estresse metabólico;
  • Regula o intestino;
  • Atividade antimicrobiana.

 

Tipos de mel

Existem variedades de mel que apresentam diferentes tonalidades, aromas e sabores, de acordo com o tipo de floração, solo, técnicas de preparação e espécies de abelhas. Os tipos mais comuns são:

Mel Silvestre

É o tipo mais consumido, esse tipo de mel é produzido por abelhas que vivem em ambientes naturais e é colhido de plantas diversificadas, por isso não é possível identificar de quais flores são colhidas.

Mel de Laranjeira

É produzido pelas abelhas-europeias, apresenta uma coloração mais clara, aroma bem suave e um sabor cítrico. É produzido principalmente na região Sudeste do país.

Mel de Eucalipto

Esse tipo de mel possui ação expectorante, por isso é mais utilizado para combater resfriados, dores de garganta e sinusites. Apresenta uma coloração escura e um sabor bem marcante.

 

Como consumir mel

É recomendado o consumo de 1 a 2 colheres (sopa) por dia. Caso o mel cristalize, o ideal é levá-lo em banho-maria para que possa voltar a sua forma original. O mel não deve ser levado ao microondas ou diretamente ao fogo. É importante lembrar que, quando o mel é aquecido em altas temperaturas ele perde parte dos seus nutrientes.

Veja outras formas de consumo:

  • Natural;
  • Como substituto do açúcar;
  • Em receitas diversas doces e salgadas;
  • Com Iogurtes;
  • Com frutas.

 

Cuidados e precauções

O mel não deve ser consumido por pessoas com diabetes ou alergia ao mesmo. Também não é recomendado o consumo por crianças menores de 1 ano. Importante destacar que o consumo exagerado pode levar ao aumento de peso.

 

Ficha e origem

Nome científico: Apis mellifera.

O mel que encontramos nas prateleiras do mercado é feito exclusivamente pela abelha Apis mellifera, aquela listrada de amarelo e preto.

Existe uma grande diversidade de tipos de mel, provenientes de outras espécies que são produzidas de forma silvestre. Só no Brasil existem mais de 1.500 espécies de abelhas.

 

Bibliografia

  • SILVA, RA da et al. Composição e propriedades terapêuticas do mel de abelha. Alimentos e Nutrição Araraquara, v. 17, n. 1, p. 113-120, 2008.
  • ESCOBAR, ANA LUCIA SILVA; XAVIER, FÁBIO BRANCHES. Propriedades fitoterápicas do mel de abelhas. Revista Uningá, v. 37, n. 1, 2013.

 

Revisão clínica

Nutricionista Dercilia Filgueiras de Freitas
Dercilia Filgueiras de Freitas

Nutricionista CRN-4 17101181
Pós-graduada em Nutrição Clínica pela UFRJ

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