O maxixe, também chamado de “galinha-arrepiada”, é uma hortaliça de origem africana mais conhecida nas regiões norte e nordeste do Brasil. Seus frutos são ovalados, possuem coloração verde, pequenos espinhos moles ao redor da casca e seu sabor se parece ao do pepino.
Nas demais regiões do país o maxixe não é muito consumido, porque muitos não sabem como prepará-lo. Para quem nunca experimentou ou, simplesmente não tem o hábito de consumir a hortaliça, vamos listar abaixo ótimos motivos para incluí-lo no cardápio e se beneficiar com tantos nutrientes que ele oferece.
O maxixe é rico em minerais como cálcio, que ajudam a fortalecer os ossos evitando a osteoporose, ferro que ajuda a combater a anemia, zinco, fósforo, magnésio que, auxiliam na prevenção de problemas na próstata, reduz o mau colestero e contribui para a cicatrização de ferimentos. Também é fonte de cálcio, fósforo, ferro, sódio, magnésio, vitamina C, vitaminas do complexo B e betacaroteno.
Outro bom motivo para inserir o maxixe no cardápio é que, além de ser rico em minerais e vitaminas ele também é composto de grande quantidade de água, fibras e contém pouquíssimas calorias, o que faz dele uma excelente opção para quem quer perder peso. Sem falar nos antioxidantes que estão presentes na hortaliça que combatem os radicais livres, atuando contra o envelhecimento precoce e fortalecendo o sistema imunológico, evitando diversos tipos de doenças.
Benefícios do maxixe
- Fortalece o sistema imunológico;
- Auxilia na saúde da pele, unhas e cabelos;
- Contribui com o bom funcionamento dos rins;
- Melhora o sistema digestivo;
- Evita o câncer de próstata;
- Ajuda a emagrecer;
- Contribui com o sistema cardiovascular;
- Combate a anemia;
- Evita a osteoporose;
- Ajuda na cicatrização de feridas na pele;
- Reduz o risco de Alzheimer;
- Evita gripes e resfriados.
Tipos de maxixe
Maxixe Caipira do Norte
Possui uma coloração verde-clara e suas cascas contêm espinhos moles.
Maxixe Japonês
Sua coloração é um pouco mais escura e sua casca é lisa.
Maxixe Liso Gibão
Sua casca possui listras verdes intercaladas com listras quase brancas. Essa espécie não possui espinhos.
Maxixe do Reino
Seu formato é semelhante ao de um pimentão, é liso e oco. A planta precisa de parreira para se desenvolver e chega a crescer mais até 7 vezes mais que o maxixe comum.
Maxixe Amargo
Parecido com o caipira, porém, seus espinhos são mais finos e devido ao seu sabor amargo não é cultivado para consumo.
Como consumir o maxixe
A melhor maneira de consumir o maxixe é cru e ainda verde, devido ao sabor mais suave e agradável, além conservar os nutrientes quando crú. Algumas formas de consumo:
- Saladas;
- Refogado;
- Misturado com outros vegetais;
- Carnes e aves;
- Ensopados;
- Sucos;
- Conserva;
- Vinagrete.
Cuidados e precauções
O maxixe deve ser evitado por pessoas portadoras de diverticulites. Pessoas com problemas no estômago devem comer o fruto cozido.
Ficha e origem
Nome científico: Cucumis anguria.
O maxixe é originário da África Oriental. A hortaliça é mais comum no norte e nordeste do Brasil, sendo o município de Tacaimbó, em Pernambuco, o maior produtor do país.
Bibliografia
- Lima, F., SOUSA, A. P. B., & LIMA, A. (2015). PROPRIEDADES NUTRICIONAIS DO MAXIXE E DO QUIABO/NUTRITIONALPROPERTIES OF GHERKIN AND OKRA. Saúde em Foco, 2(1), 113-129.
- Silva, Virgínia. “Plantas Alimentícias Não convencionais (PANC´ s) da região Nordeste do Brasil: uma revisão integrativa.” (2021).
Revisão clínica
Nutricionista CRN-4 17101181
Pós-graduada em Nutrição Clínica pela UFRJ



