Utilizada para fins medicinais, a castanha-da-índia, (semente da árvore castanheiro-da-índia), é uma forte aliada no combate às hemorroidas, varizes, cansaço nas pernas, entre outros problemas ocasionados pela má circulação do sangue.
O fruto possui alta concentração de escina, uma substância que exerce função antiedematogênica, combatendo o inchaço. Sua ação anti-inflamatória e venotônica favorece o funcionamento dos vasos sanguíneos, além de conter vitaminas B, C e K, ácidos graxos e proteínas.
Como todas as outras oleaginosas, a castanha-da-índia é rica em gorduras boas, sendo capaz de reduzir o colesterol ruim, e aumentar o colesterol bom. A alta quantidade de fibras em sua composição também ajuda no processo digestivo.
Alguns dos seus principais nutrientes são os flavonóides, que agem como um poderoso antioxidante, combatendo os radicais livres, responsáveis por inflamações e desenvolvimento de diversas complicações de saúde como o câncer, e doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson.
Benefícios da castanha-da-índia
- Combate hemorroidas;
- Trata lesões musculares;
- Reduz o colesterol ruim;
- Aumenta o colesterol bom;
- Auxilia no processo digestivo;
- Ajuda no combate às varizes;
- Melhora a circulação sanguínea;
- Combate dores nas pernas;
- Evita doenças na pele;
- Melhora o apetite;
- Reduz cólicas menstruais
- Reduz fluxo menstrual excessivo;
- Aumenta a resistência capilar;
- Estimula a perda de peso.
Como consumir e usar a castanha-da-índia
Apesar de não poder ser consumida in natura, existem outras formas de consumo e uso para fins medicinais:
- Cápsulas;
- Em pó;
- Chás (por infusão);
- Tinturas para cabelo;
- Cremes para o corpo;
- Sabonetes
- Pomada ou Gel;
- Extrato seco.
Cuidados e precauções
A castanha-da-índia não deve ser consumida in natura, devido à presença de esculina em sua composição. Trata-se de um veneno que pode ocasionar graves consequências ao organismo quando consumido cru, até mesmo provocar a morte.
Ela também é contraindicada para crianças, gestantes, lactantes e pessoas com úlcera, gastrite, insuficiência renal ou hepática. Se consumida em excesso, pode acarretar irritações na pele, no trato digestivo, fraqueza, tonturas, dores de cabeça, coceira, vômito e problemas no sistema nervoso.
Ficha e origem
Nome científico: Aesculus hippocastanum.
Por muito tempo acreditou-se que a castanha-da-índia, como o nome sugere, era originária da Índia. No entanto, ela é natural dos Balcãs, região sudeste da Europa. Atualmente, é cultivada principalmente na Europa, Ásia, e nos países da América do Norte, como Canadá e Estados Unidos.
Bibliografia
- Manual de fitoterápicos – principais interações medicamentosas. 2012.
- Melo J.G. et al. Qualidade de produtos a base de plantas medicinais comercializados no Brasil: castanha-da-índia (Aesculus hippocastanum L.), capim-limão (Cymbopogon citratus (DC.) Stapf ) e centela (Centella asiatica (L.) Urban)
Revisão clínica
Nutricionista CRN-4 17101181
Pós-graduada em Nutrição Clínica pela UFRJ



