Salsinha: benefícios para a saúde e como consumir

Salsinha e seus benefícios para a saúde.
Salsinha e seus benefícios para a saúde.

É quase impossível pensar em cozinhar sem lembrar dela, a salsinha ou salsa, como também é conhecida. O que muitos não sabem é que a salsinha vai muito além de um tempero que dá cor e sabor aos alimentos, ela também é utilizada em chás, para fins medicinais, por seus inúmeros benefícios para a saúde.

Rica em vitamina C e A, e também contém luteolina, um flavonoide antioxidante, atua como anti-inflamatório e ajuda a aumentar as defesas do organismo, fortalecer sistema imunológico, melhora a circulação e elimina toxinas do organismo, além de conter propriedades antimicrobianas que promovem ação diurética estimulando o bom funcionamento dos rins.

A salsinha possui zinco, cálcio, potássio, fósforo e ferro que auxiliam na saúde dos sistemas nervoso, cardiovascular e digestivo, previne doenças relacionadas à visão, favorece a formação óssea, auxilia no tratamento da pressão arterial e ajuda a prevenir e a combater a anemia.

O chá da folha da salsinha também pode ser utilizado no tratamento do desconforto menstrual, para diminuir os sintomas da menopausa e alívio da asma.

Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro mostrou que a salsinha pode evitar a trombose (coágulo que se forma quando partes sólidas do sangue se acumulam, impedindo a circulação sanguínea) e isso pode resultar, por exemplo, em doenças como a embolia pulmonar ou um acidente vascular cerebral.

 

Benefícios da salsinha

  • Diminui a retenção de líquidos;
  • Contribui com a saúde do coração;
  • Fornece energia;
  • Fortalece o sistema imunológico;
  • Ajuda a tratar a anemia;
  • Mantém o funcionamento das células;
  • Mantém o funcionamento do sistema nervoso;
  • Alivia a asma;
  • Trata o desconforto menstrual;
  • Ajuda a controlar pressão arterial;
  • Melhora o funcionamento dos rins;
  • Pode evitar a trombose;
  • Combate o reumatismo.

 

Tipos de salsinha

Salsinha Lisa

Possui um sabor intenso e suas folhas são lisas e levemente repicadas. Esse é o tipo de salsinha mais comum na culinária, pode ser utilizada crua ou em receitas cozidas e assadas.

Salsinha Crespa

Como o nome já diz esse tipo possui folhas crespas que crescem bem juntas, dando a aparência de um pequena árvore, seu sabor mais suave é perfeito para massas e molhos.

Salsinha Graúda Portuguesa

Parecida com a salsinha lisa, porém, suas folhas e a planta são maiores. Possui sabor intenso e uma coloração verde-escura.

Salsinha Japonesa

Suas folhas são foscas e se parecem as do morango. É consumida em sopas e saladas quando suas folhas e brotos estão jovens. As hastes e as raízes também são utilizadas na culinária como tempero de sopas e sushis.

 

Como consumir a salsinha

A melhor forma de consumir a salsinha é crua para conservar os seus nutrientes. Conheça outras formas de consumo:

  • Crua em saladas;
  • Congelada;
  • Sucos;
  • Receitas salgadas;
  • Decoração de pratos;
  • Chás;
  • Extrato.

 

Cuidados e precauções

A salsinha é segura para a maioria das pessoas, no entanto, mulheres grávidas e crianças menores de 1 ano não devem consumir o chá de salsinha sem consultar um médico ou nutricionista. Pessoas com problemas renais ou no fígado devem consumir com moderação.

 

Ficha e origem

Nome científico: Petroselinum crispum.

A salsinha é nativa da região mediterrânica, norte da África e sudoeste da Ásia. É uma planta utilizada desde a antiguidade que se adaptou muito bem em áreas de clima temperado e subtropical de todo o mundo. No Brasil, as regiões Sul e Sudeste respondem por quase toda a produção.

 

Bibliografia

  • ARGENTA, Scheila Crestanello, et al. “Plantas medicinais: cultura popular versus ciência.” Vivências 7.12 (2011): 51-60.
  • Proz, Mariel de los Ángeles. “Compostos bioativos em salsa (petroselinum crispum) e manjericão (ocimum basilicum) produzidos sob diferentes sistemas de cultivo.” (2020).
  • de Campos, K. E., Balbi, A. P. C., & de Freitas Alves, M. J. Q. (2009). Diuretic and hypotensive activity of aqueous extract of parsley seeds (Petroselinum sativum Hoffm.) in rats. Revista Brasileira de Farmacognosia, 19(1a), 41-45.
  • Siqueira Chaves, Douglas & Almeida, Ana & Zingali, Russolina & Costa, Sônia. (2008). Saúde no tempero. Ciência Hoje. 42. 249. UFRJ

 

Revisão clínica

Nutricionista Dercilia Filgueiras de Freitas
Dercilia Filgueiras de Freitas

Nutricionista CRN-4 17101181
Pós-graduada em Nutrição Clínica pela UFRJ

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