O feijão faz parte da base alimentar da maioria dos brasileiros, tem nutrientes essenciais para o nosso organismo, como, proteínas, ferro, cálcio, magnésio, zinco, vitaminas, carboidratos e fibras. É uma importante fonte de proteína vegetal, o que ajuda bastante no aporte essencial diário das pessoas.
Proteínas, ferro, cálcio, magnésio, zinco, vitaminas, carboidratos, fibras e compostos fenólicos presentes nos diferentes tipos de feijão contribuem para a melhora da saúde como um todo.
O feijão também ajuda a melhorar o trânsito intestinal, aumenta a saciedade, que ajuda no processo do emagrecimento, contribui para o controle lipídico, triglicerídeos e colesterol, previne anemia, é fonte de ferro e auxilia na imunidade.
A combinação do feijão com arroz fornece os aminoácidos essenciais necessários à nossa saúde. O feijão tem todos os aminoácidos essenciais, sendo rico em lisina, mas é pobre em metionina e cisteína (aminoácidos sulfurados). Já o arroz, é rico nos aminoácidos metionina e cisteína, e pobre no aminoácido lisina. Logo, o que falta no arroz, o feijão completa e vice-versa e juntos garantem os aminoácidos essenciais.
Os aminoácidos são moléculas menores que formam as proteínas e os chamados essenciais, precisam ser obtidos pela alimentação porque nosso corpo não os produz.
Benefícios do feijão
- Melhorar o funcionamento intestinal;
- Melhora a flora intestinal;
- Ajudar a controlar a diabetes;
- Reduzir o colesterol.
Tipos de feijão
Conheça os principais tipos de feijão consumidos no Brasil:
Feijão Preto
Mais consumido no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, e costuma ser o mais usado para fazer feijoada. Seu caldo pode ser preto ou de cor amarronzada.
Feijão Carioca
Conhecido também como carioquinha, é o mais consumido no Brasil. O grão bege e com listras marrons A variedade apresenta sabor agradável e casca fina.
Feijão Branco
Com casca fina, é usado em pratos como saladas, sopas e ensopados, além de ser servido com dobradinha e mocotó.
Feijão Fradinho
Conhecido também como feijão-de-corda em algumas regiões, é utilizado para preparar saladas, ensopados e no preparo do acarajé.
Feijão Cavalo
Os grãos são grandes e coloração marrom-avermelhada, e se mantém firme quando cozido. Utilizado no preparo de saladas.
Feijão Rajado
Com grão longo, de cor bege, com rajas rosadas ou vermelhas escuras. É levemente adocicado, em alguns países são conhecidos como feijão-doce.
Feijão Jalo
Com grãos alongados e é levemente adocicado. Pode ser usado para engrossar feijoadas, fazer tutu e no feijão tropeiro.
Feijão Rosinha
Rosado e de caldo claro, era bastante consumido no Brasil antes da década de 70, por ser frágil diante das pragas, perdeu espaço entre os agricultores.
Feijão Azuki ou Adzuki
Os grãos são pequenos, de sabor adocicado e são usados em sobremesas na culinária do Japão, de onde é originário. É pouco cultivado no Brasil.
Feijão Bolinha ou Manteiga
Possui grão arredondado e cor esverdeado, utilizado para saladas ou sopas, principalmente na culinária portuguesa.
Feijão Roxinho
De cor avermelhada, tem textura macia. É muito consumido em São Paulo e Minas Gerais.
Feijão Mulatinho
É parecido com o feijão do tipo carioca, sem as listras.
Feijão Vermelho
Bastante consumido, não é raro encontrá-lo em pratos tipicamente brasileiros, como em sopas, o famoso feijão tropeiro e combinações com carnes.
Cuidados e precauções
Pessoas com problemas renais severos devem evitar o consumo de feijão devido à quantidade de proteína e potássio presentes neste grão. Ele também pode causar flatulência, dor de estômago e inchaço abdominal, devido a presença de oligossacarídeos que dificulta o processo digestivo em algumas pessoas mais sensíveis.
É recomendado deixar o feijão de molho de 8 à 12 horas, descartar a água do molho e depois cozinhar. Esse processo ajuda a reduzir a formação de gases no corpo.
Ficha e origem
O feijão-comum (Phaseolus vulgaris) está entre os alimentos mais antigos do mundo. Seus registros estão diretamente associados à história da humanidade. No antigo Egito e na Grécia, os feijões eram cultivados e cultuados como símbolo da vida. Já em Roma, os antigos romanos utilizavam o feijão em festas gastronômicas e também para pagamento de apostas.
Bibliografia
- MESQUITA, Fabrício Rivelli et al. Linhagens de feijão (Phaseolus vulgaris L.): composição química e digestibilidade proteica. Ciência e Agrotecnologia, v. 31, p. 1114-1121, 2007.
- DA SILVA, Osmira Fátima; WANDER, Alcido Elenor. O feijão-comum no Brasil: passado, presente e futuro. Embrapa Arroz e Feijão-Documentos (INFOTECA-E), 2013.
Revisão clínica
Nutricionista CRN-4 17101181
Pós-graduada em Nutrição Clínica pela UFRJ



